Se adequando aos projetos de Deus




Eu sei, você já leu essa passagem bíblica diversas vezes:

Portanto, orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Mateus 6:9-10 (NAA)

Aqui, vamos encontrar a forma de orar que Jesus ensinou. É uma forma de orar diferente dos hipócritas mencionados anteriormente (v. 5-6), que procuravam performar em público nos momentos de oração dos judeus (3x por dia) e conseguirem aplausos. Também é uma forma de orar diferente da forma pagã (v. 7-8), que é uma forma irrefletida, uma oração de palavras vazias e sem conhecer a quem se dirige a oração. É uma forma de orar que não está na justiça própria.


A oração ensinada por Jesus é no secreto, com o Pai que nos conhece e nos recompensa (v. 6). É uma oração que deve nos envolver, longe da hipocrisia. A oração ensinada por Jesus é a que nos lembra que Deus conhece as nossas necessidades. Não precisamos de palavras vazias.


Conhecendo o nosso Pai (6:9)


A primeira coisa que Jesus ensinou na oração é que assim como ele chama Deus de pai, os discípulos também chamariam ele assim. Por meio de Jesus, nós somos feitos filhos de Deus. Quando ele ensina como se deve orar, ele diz “Pai Nosso”. Somos família e quando nos achegamos a Deus, oramos ao Pai que está nos céus. Ele é soberano, está acima de nós e se relaciona conosco.


É interessante notar que Deus é quem santifica o próprio nome. O nome dele é a sua identidade: santo, puro, poderoso, etc. A ideia de santificação aqui tem a ver com honra, dar um alto grau de glória. Ao orarmos dizendo “santificado seja o teu nome” estamos pedindo para que Deus aja de forma que o glorifique. Estamos pedindo para que o nosso Pai intervenha e honre suas promessas, sua palavra e ateste quem ele é.


O nosso Pai é rei (6:10)


Orar para que o Reino venha é reconhecer que Deus é o senhor da História e também é ter esperança. Jesus trouxe o Reino. Ele é o Messias prometido e nos dá uma prova do futuro já no presente: alegria, paz, salvação, conhecimento de Deus, etc. Mas isso ainda não está consumado. A nova criação ainda virá, as lágrimas ainda serão enxugadas e a sociedade será transformada.


Nós, por meio de Jesus, fazemos parte deste Reino. Por isso, como John Stott e Scot McKnight apontam: não podemos dissociar o Reino da igreja. Ela é a manifestação visível do Reino. Jesus se torna palpável para as pessoas por meio daqueles que ele salva. Orar para que o reino venha é orar para ver mais pessoas se submetendo ao senhorio de Jesus, é testemunhar essa esperança e aguardar pela sua total consumação.


Orar para que a vontade de Deus seja feita é uma explicação da petição anterior. A vontade de Deus, como sabemos, é boa. O Reino é o querer do nosso Pai. Scot McKnight diz que a forma mais elevada de amar a Deus é desejar o que mais lhe glorifica. O que desejamos é que os desejos de Deus sejam cumpridos em toda a sua plenitude, assim como é na esfera celestial. Anseiamos pela realização plena dos planos dele.


Conclusão


Antes de colocarmos as nossas petições diante de Deus, antes de colocarmos as nossas necessidades mais bestas, oramos para Ele. Orar como Jesus ensinou implica em se adequar ao que Deus deseja. Estamos moldando os nossos desejos para serem os desejos de Deus. O processo de entrada na família de Deus implica estar alinhado com o grande plano de Deus de reconciliação, de estabelecer o seu Reino na terra.


Clifton Black, comentando a oração do Pai Nosso diz que nenhuma oração nos será negada se orarmos como Jesus ensinou. Estamos orando para que a vontade de Deus seja cumprida aqui e sabemos que será, por isso ele não vai deixar de nos ouvir. Falamos com um Pai que é nosso, falamos com ele em família.


Exercite conversar com o seu Pai, exercite conhecer o que ele tem pra você.



*Para mais informações, consulte os livros de Clifton Black, Scot McKnight e John Stott.*

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