O que você precisa saber sobre Números

O livro de Números segue Levítico e é cheio de complexidades também. Quando lemos, nos deparamos com censo militar, contagem de membros das tribos, a quantidade de sacrifícios que cada líder tribal traz. O livro não tem o nome de "Números" por acaso.


Hoje vamos trazer cinco princípios para a sua melhor compreensão do terceiro livro da Bíblia.


Números é sobre a autoridade de Deus


Números leva esse nome devido ao censo militar que ocorre no meio dos israelitas. Canaã tinha grandes porções de terra, tinha prosperidade, mas existia um exército a ser enfrentado ali. O censo serve para avaliar a situação militar de Israel e criar estratégias.


Dez dos doze espias que foram ver a terra, assustaram o povo:

E, diante dos filhos de Israel, falaram mal da terra que haviam espiado, dizendo:
— A terra pela qual passamos para espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também éramos aos olhos deles. Números 13:32-33 NAA

O povo que tinha visto os atos poderosos de Deus na história. Eles não tinham nenhuma chance militar e venceram o faraó. Agora estão colocando dificuldades, duvidando do poder de Deus.

Segundo o número dos dias em que vocês espiaram a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, vocês levarão sobre si as suas iniquidades durante quarenta anos e terão experiência do meu desagrado. Eu, o Senhor , falei. Assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto, se consumirão e aí morrerão. Números 14:34-35 NAA

Deus reafirma a sua autoridade em todo o capítulo 14, demonstrando que o exército inimigo não é o problema. Deus tem autoridade sobre o povo e sobre o inimigo.


Números revela a inconstância do povo


O livro de Números tem um título diferente em hebraico. O nome dele na Bíblia Hebraica significa "No Deserto". E é justamente no deserto que a inconstância do povo é exposta: dúvidas sobre a conquista da terra, rebeliões, idolatria. Essa inconstância nos ajuda a entender a tensão do livro entre narrativa e lei.


Diante das dúvidas, diante de um povo extremamente inconstante, as instruções precisam ser dadas. Por isso a narrativa é interrompida por leis: o povo se desvia, precisa de instrução.


É possível ser idólatra dentro da aliança


O livro de Número fala da autoridade de Deus e mostra um povo que mesmo reconhecendo quem Deus é, dizendo que ele é o senhor do universo, prefere acreditar e confiar no universo.


Um exemplo é Números 25: o povo tinha se desviado e adorava um deus diferente, homens se prostituíam com sacerdotisas desse deus. Assim, o Senhor se irou e puniu o povo.


Em Números, nós desafiamos a autoridade de Deus


Em todo o livro de Números, vemos uma série de tentativas vindas de Israel que desafiam a autoridade divina. Temos o povo desafiando a autoridade divina quando os espias voltam de Canaã. Temos Arão e Miriã desafiando a autoridade dada por Deus a Moisés porque ele tinha se casado com alguém que não era israelita. Em terceiro, temos o próprio Moisés desafiando Deus quando quebrou a rocha.


Todas essas tentativas de desafio foram punidas severamente: o povo foi condenado a vagar pelo deserto por 40 anos, Miriã foi punida com lepra, Moisés foi proibido de entrar na terra prometida.


Números termina com um novo censo


O livro de Números tem um novo censo no capítulo 26. O interessante é que o número de pessoas apta para a guerra é menor do que o censo anterior. Mesmo assim, Deus é o senhor da história. Ele vai dar a vitória ao povo de Israel, porque ele é o Deus que faz as coisas extraordinárias com aquilo que é improvável.






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