O Afeganistão e nossas prioridades



Temos visto a ascensão do Talibã no Afeganistão, uma crise humanitária que gera lamento e grande preocupação. Direitos sendo cerceados, o medo constante que mulheres sofrem naquele país devido as crenças e imposições do grupo terrorista. Nós aqui no Brasil, estamos de mãos atadas porque não temos como ir lá e nós não temos a solução para o problema de forma imediata. Isso nos constrange.


Mas um grande problema que surge diante da crise é o sequestro da pauta por algumas pessoas que se afirmam cristãs, que defendem um pensamento político em específico. Alguns questionam onde estão os defensores dos Direitos Humanos, mas não acompanham o trabalho desses defensores. Outros questionam onde estão as feministas diante das violações de direitos das mulheres, mas nem acompanham as feministas que estão comentando e procurando formas de fazer algo concreto.


Aí eu questiono: onde está a nossa preocupação? Está com as vítimas, com as mulheres, crianças, pais, mães ou está em afrontar quem discordamos? A crise é humanitária, é política e, ao invés dos cristãos darem um exemplo de unidade e amor ao oprimido, acabam sendo um exemplo de ódio e divisão. Existem exceções? Sim. Mas quando uma parte do corpo de Cristo adoece com o fanatismo político, todo o restante é afetado.


O que nos falta é amor, que tem esfriado. Precisamos de um olhar compassivo e repensar as nossas preocupações. Se nosso coração se preocupa mais em "lacrar" em cima de uma crise humanitária, em maltratar um irmão ou alguém que discordo, do que amar e procurar soluções... Precisamos nos ajoelhar e clamar a Deus para que ele mude o nosso coração. Nossas prioridades precisam refletir as prioridades de Deus.

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