Eu e a Bíblia com Fabiane Luckow


Hoje é dia de mais uma entrevista aqui no Pensamento Teológico! Recebi a irmã e pastora do coração Fabiane Luckow.


Fabiane é graduada em Artes Visuais pela UFPel e em Música com Habilitação em Canto pela UFRGS. É mestra em Etnomusicologia pela UFRGS e está no doutorado em Teologia, com ênfase em Teologia Prática pela Faculdades EST. É luterana e uma das autoras do livro "De Eva a Ester", organizado por Débora Otoni.


1. Como se deu o seu encontro com Cristo?


Eu venho de uma família cristã e sempre estive em contato com o evangelho. Não sei precisar um momento específico, mas creio que foi no início da adolescência que compreendi o que significava, de fato, ser uma pessoa cristã.


2. Como se deu sua relação com a Bíblia no início da sua caminhada cristã?


Eu cresci ouvindo histórias da Bíblia, mas não tínhamos o hábito de lê-la em casa. Foi nesse período da adolescência que compreendi, por intermédio da comunidade local, que a leitura das Escrituras era parte importante da vivência da fé.


3. O que te levou a querer estudar as Escrituras?


Um desejo por conhecer mais de Deus, Sua natureza, Sua ação na história. Também entendi que, ao me mostrar quem Deus é, me ajudaria a compreender melhor quem eu sou. Também me senti inspirada por mestres, homens e mulheres, que conheci ao longo da vida, por sua relação de submissão e responsabilidade com as Escrituras.


4. Quais são as dificuldades que você enxerga ao tratar da leitura e estudo da Bíblia na igreja?


O texto bíblico nem sempre é fácil de ser compreendido. Isso não quer dizer que tenhamos de agir como intermediários na comunidade local, mas caminhar com pessoas que iniciam sua jornada. Creio que seja importante compreender que o texto bíblico se torna “palavra viva” quando encontra nosso contexto. Caso contrario, acaba sendo apenas uma espécie de documento histórico ou livro de costumes com pouca relevância para nossos dias.


5. Quais são as soluções que você daria para essas dificuldades?


Uma ferramenta fundamental é colocar a Bíblia na mão das pessoas, possibilitar oportunidades nas quais leiamos juntos e juntas e tenhamos a liberdade de perguntar, de falar de nossa relação com os textos. Não fechar as interpretações aos contextos originais, mas permitir que dialoguem com os tempos e contextos das pessoas que o leem.


6. Existem leituras externas à Bíblia que te ajudaram, te marcaram em sua trajetória e que você poderia recomendar?


Muitas! A Bíblia é um livro tão complexo que continua sendo esmiuçado por pessoas estudiosas, acadêmicas, das mais diversas áreas do conhecimento. Seria difícil citar apenas alguns. Escolho, entretanto, citar o pequeno, mas denso livro de Eugene Peterson, com duas versões em português, uma cujo título foi traduzido por “Coma este livro” e outra, na qual o título foi traduzido como “Maravilhosa Bíblia”.

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