Deus de aliança, Deus de promessas?

Você já cantou esse verso aqui, de uma música do Trazendo a Arca:


Deus de aliança

Deus de promessas

Deus que não é homem pra mentir

Tudo pode passar, tudo pode mudar

Mais sua palavra vai se cumprir


É uma música emocionante. Um clássico do gospel brasileiro e se você é ou foi crente nos anos 2000, você conhece bem essa música e já cantou muito no culto. Mas, a questão é: você entende o que canta?


Primeiro, precisamos ir até Gênesis. Lá, vemos que Deus criou tudo e disse que era bom, Depois vemos a crueldade humana entrando em cena e uma espiral de violência e pecado surgindo a partir do capítulo 3 até o capítulo 11. No capítulo 12, Deus dá a sua solução para essa espiral: chama Abraão.

Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”. Gênesis 12:1-3 NVI

Essa promessa permeia toda a Bíblia. Em Gênesis, ela é reiterada no capítulo 15 quando Deus faz uma aliança com Abraão. Tudo isso vai sendo cumprido quando os descendentes de Abraão, as tribos de Israel, tomam posse da terra que foi prometida e cumprem os mandamentos que o Deus tinha dado. A medida em que cumprem os mandamentos, o povo se torna representante de Deus na terra e luz para as nações.


Mas sabemos que o povo não consegue cumprir a lei que foi entregue por Moisés. Mesmo assim, a promessa continuou: um descendente de Davi, da tribo de Judá, do povo de Israel, seria o rei que reinaria para todo o sempre. Quando chegamos em Mateus 1, temos a história de Jesus que é filho de Davi e filho de Abraão.


Davi e Abraão receberam promessas e uma aliança da parte de Deus: um descendente deles traria paz e reinaria para sempre. O descendente é Jesus e ele solucionaria o problema do mal e da crueldade humana. Por isso ele diz em Mateus 26 que o seu cálice era o da Nova Aliança. Ele é o clímaz da Lei:

Porque o fim da Lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê. Romanos 10:4 NVI

Quando cantamos que Deus é um Deus de alianças e promessas, estamos nos referindo a toda a história da salvação. Quando cantamos essses versos, lembramos que ele também fez uma aliança conosco por meio de Jesus, que teremos um novo céu e uma nova terra, uma nova Jerusalém, novos corpos e a presença de Deus para sempre.

Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”. Apocalipse 21:1-4 NVI

Nós somos o sinal dessa promessa hoje. Somos novas criaturas, o povo que habitará os novos céus e a nova terra. Nós, aqui e e agora, podemos enxugar as lágrimas do abatido e trazer paz para o oprimido. Nós trazemos a nova Jerusalém para a realidade de quem está ao nosso redor porque fomos atingidos pela promessa de Deus.


Agora, quando você ouvir a música, ouça com esperança. Lembre-se do que nos espera e de sua missão como habitante do novo mundo que Jesus inaugurou com a Nova Aliança.




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