5 coisas para você entender o livro de Rute

Seguindo a sequência de posts sobre cinco coisas para te ajudar a entender os livros da Bíblia, hoje temos o livro de Rute.


O estilo e a narrativa de Rute são diferentes dos livros anteriores


O livro de Rute é um respiro na nossa leitura bíblica anual. Se você começa o seu plano por Gênesis, quando chega lá em Juízes precisa ler uma série de histórias bem sangrentas. Entre o sangue e a guerra em Josué-Juízes e a ascensão de Davi como rei, temos um belo romance escrito em Rute.


A narrativa se passa no período dos Juízes, mas não há rumores de guerra ali. O que há é uma viúva moabita retornando para Israel com a sua sogra israelita. Nesse ambiente, diferente do que vemos em Juízes, temos pessoas conscientes da Lei e que procuram cumpri-la.


Rute valoriza o amor dentro da fidelidade pactual


O livro de Rute é muito enfático no cumprimento da Torá como sinal de amor e o amor como sinal de fidelidade à Torá e ao pacto entre Deus e Israel. Não podemos afirmar que a fidelidade pactual é o centro do livro, mas podemos afirmar que é um dos grandes temas abordados nele.


Rute fala sobre a inclusão do estrangeiro no povo de Deus


Esse amor mencionado no ponto anterior é demonstrado no tratamento que ela recebe como estrangeira por Boaz e pela comunidade Judá. A Torá tem mandamentos sobre o trato com os estrangeiros:

“Não se aproveitem do pobre e necessitado, seja ele um irmão israelita ou um estrangeiro que viva numa das suas cidades. Paguem-lhe o seu salário diariamente, antes do pôr do sol, pois ele é necessitado e depende disso. Se não, ele poderá clamar ao Senhor contra você, e você será culpado de pecado." Deuteronômio 24:14-15 NVI
“Não neguem justiça ao estrangeiro e ao órfão, nem tomem como penhor o manto de uma viúva. Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito e de que o Senhor , o seu Deus, os libertou; por isso ordeno a vocês que façam tudo isso. “Quando vocês estiverem fazendo a colheita de sua lavoura e deixarem um feixe de trigo para trás, não voltem para apanhá-lo. Deixem-no para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva, para que o Senhor , o seu Deus, os abençoe em todo o trabalho das suas mãos. Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito; por isso ordeno a vocês que façam tudo isso. E, quando colherem as uvas da sua vinha, não passem de novo por ela. Deixem o que sobrar para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva. Quando sacudirem as azeitonas das suas oliveiras, não voltem para colher o que ficar nos ramos. Deixem o que sobrar para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva." Deuteronômio 24:17-22 NVI

Rute não é só cuidada, mas também é aceita no povo de Israel. Isso é retomado no Novo Testamento ao lermos a genealogia de Jesus.


Rute aparece na genealogia de Jesus


O tema da inclusão do estrangeiro reaparece em Mateus 1 quando Rute (moabita), Tamar (cananeia), Raabe (cananeia) e Bate-Seba são colocadas na genealogia de Jesus. Elas são ligadas a uma figura central: Davi.


Tamar é mãe de Perez, filho de Judá. Raabe é a cananeia que foi salva da conquista de Jericó, ela é Boaz que foi o bisavô de Davi junto com Rute. Bate-Seba é esposa de Davi, mãe de Salomão, de onde vem a linhagem de José, pai de Jesus.


Rute é o livro do protagonismo feminino e estrangeiro


Rute é diferente dos outros livros da Bíblia por causa da sua estrutura narrativa. O protagonista da história não é um israelita, juiz ou rei. Quem está em evidência é uma mulher, viúva e estrangeira que conhece o amor de Deus por meio do cumprimento da Torá. E essa história serve de transição para algo que viria a acontecer: o reinado mais importante da história de Israel.


Rute é uma antecipação do reinado davídico. O livro prepara o cenário para Davi, que é um rei/pastor de ovelhas. Um homem que conhece bem esse ambiente bucólico, com aroma de colheita, porque cresceu ali.


Você pode ver mais no vídeo do Victor Fontana, que adaptamos neste texto:


E o panorama do BibleProjet:



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